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quarta-feira, 24 de junho de 2015

CURSO CTVA "MOBILE" EM CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL

Caros colegas,

Fizemos nesse final de semana mais um curso "MOBILE". Dessa vez foi em Campo Grande. Graças a Dra. Thais Cançado, presidente da SAEMS, que organizou nossa ida para o evento.
Fomos muito bem acolhidos e o curso para 30 pessoas aconteceu de forma tranquila e harmoniosa.
DR. MAURÍCIO AMARAL MINISTRANDO SUA PALESTRA
EVENTO LOTADO COM ANESTESIOLOGISTAS DE CAMPO GRANDE


INSTRUTOR LEONARDO VANZATO DURANTE TREINAMENTO DO WORKSHOP DE FIBROSCOPIA

(esquerda para direita) DR. MAURÍCIO MALITO; DR. RICARDO PRADO E DR. MAURÍCIO AMARAL

INTERVALO DAS ATIVIDADES DURANTE O EVENTO


Instrutores: Dr. Maurício Malito, Dr. Leonardo Vanzato, Dr. Gustavo Moreno, Dr. Ricardo Prado e Dr. Daniel Perin (esquerda para direita) 


CAMPO GRANDE: CIDADE ACOLHEDORA.
 Coroando nossa participação, recebemos no dia seguinte ao término do curso essa foto (abaixo) enviada por colegas que realizaram nosso curso, colocando em prática tudo o que treinaram e assimilaram.  O objetivo do CTVA é primeiramente tornar o manejo das vias aéreas mais seguro em nosso país. 

PACIENTE INTUBADA ACORDADA COM ANESTESIA TÓPICA FAZENDO O PADRÃO "POLEGAR POSITIVO".



Muito obrigado a todos os participantes e especialmente a Dra. Thaís Cançado.

Equipe CTVA

sexta-feira, 19 de junho de 2015

MÁSCARA LARÍNGEA DE DUPLO-LÚMEN (DOUBLE LUMEN LARYNGEAL MASK)

Caros,

Vocês sabiam que em 1996, os doutores Lopez-Gil, Brimacombe e Brain desenvolveram um protótipo de uma máscara laringea de duplo lumen pediátrica? 

A inserção do dispositivo era a mesma preconizada para a máscara laringea clássica. A idéia era para utilizar com mais facilidade o broncofibroscópio para intubar pacientes sem perder a ventilação concomitante. Fato que evita queda de saturação de oxigênio durante tentativas de intubação através do dispositivo supraglótico.


Idéias interessantes mas que eventualmente não tem interesse comercial e que acabam sendo deixadas de lado.

Referência: Double-Lumen Laryngeal Mask Airway. Anesthesiology, 84:1263-4; 1996.

8th International Symposium on Intensive Care and Emergency Medicine for Latin America

Caros,

O Centro de Treinamento em Vias Aéreas (CTVA) teve a honra de participar de um evento espetacular realizado nessa semana e que termina amanhã (20/06/2015) em São Paulo, Brazil.

Os Drs. Maurício Malito e Daniel Perin participaram do curso pré-congresso no tema Via Aérea Difícil ministrando aula teórica e práticas monitoradas.

O Dr. Daniel Perin participou da mesa "Emergency Medicine" e apresentou a aula: "How to improve airway management in the emergency". Teve a felicidade de sentar à mesa com um dos idealizadores do evento Prof Jean-Louis Vincent (Bruxelas) e Dr. Paolo Pelosi (Itália) entre outros.



É sempre muito produtivo trocar experiências com médicos de outras instituições nacionais e internacionais.


segunda-feira, 8 de junho de 2015

THE VORTEX APPROACH - Uma nova idéia em Via Aérea?

Caros colegas,

Tive a oportunidade de ler as 40 paginas da publicação do "The Vortex Approach" escrito pelo doutores Nicholas Crimes e Peter Fritz.

Esse é um resumo traduzido livre e caso queiram, entrem no texto original The Vortex Approach (vortexapproach.com). Br. J. Anaesth. (2014) 112 (4): 773-774. (peço desculpas antecipadas caso haja algum erro na tradução)! 
Confesso que a primeira vez que vi o Vortex fiquei muito empolgado mas como todo "guia" para manejo de vias aéreas, depende exclusivamente da capacidade do médico assistente em conhecer e realizar as manobras necessárias. O aprimoramento no diagnóstico da situação é o mais importante para se estabelecer a conduta adequada.

Foi introduzido pelo anestesista Nicholas em 2008 na Austrália e Nova Zelândia com o objetivo de simplificar o manejo das vias aéreas.

O texto comenta que os algoritmos de via aérea existentes (ASA & DAS) tem a visão do anestesiologista e não do médico generalista (seja intensivista ou socorrista) com frases como "adie a cirurgia" ou "indução da anestesia geral". Isso, afastaria o clínico do raciocínio lógico com o paciente em outros setores que não o centro cirúrgico. 

Ressalta-se que o objetivo no manejo das vias aéreas é entregar oxigênio aos alvéolos. Existem 3 mecanismos para entregar oxigênio: ventilação, insuflação e movimento de massa apnéico. Os médicos devem considerar também os objetivos secundários: proteção das vias aéreas; segurança das vias aéreas; eliminação de CO2; regulação da pressão durante diferentes fases do ciclo respiratório e controle do tempo das fases do ciclo respiratório.

Recomenda 3 técnicas não cirúrgicas para manter a via aérea pervia:

1)Máscara facial - via aérea extra-glótica
2)Máscara laríngea - via aérea supra-glótica
3)Tubo traqueal - via aérea trans-glótica

A via aérea (VA) cirúrgica (infraglótica) é dividida em:

- VA cirúrgica de EMERGÊNCIA: cricotireoidostomia ou traqueostomia com agulha ou bisturi
- VA cirúrgica DEFINITIVA: cricotireoidostomia ou traqueostomia percutânea ou cirúrgica.

Em ambientes de UTI e Pronto-Atendimento, estabelecer uma VA definitiva geralmente envolve indução e intubação em sequencia rápida e inserção do tubo traqueal com cuff como plano inicial.

Via Aérea Difícil não antecipada:
-caso não se consiga a via aérea patente com as técnicas não invasivas e o paciente não apresenta sinais de ventilação e respiração espontânea, deve-se realizar imediatamente a VA cirúrgica de EMERGÊNCIA. Independente do nível de SpO2. O "gatilho" para realizar a VA cirúrgica de emergência é a falha em estabelecer uma VA patente depois das 3 tentativas não invasivas e NÃO a dessaturação de O2.
É importante notar que se existem pessoas suficientes para ajudar, a otimização das tentativas de obtenção da VA não cirúrgica podem correr em paralelo com a preparação da VA cirúrgica de emergência. As duas não precisam acontecer em série.

Sequência de 4 passos para o manejo das vias aéreas:

1- Tentativa ótima de obtenção da VA não cirúrgica
2- VA cirúrgica de emergência
3- Otimizar O2, mobilizar recursos e considerar opções
4- VA Definitiva: acordar o paciente ou VA cirúrgica e não cirúrgica

Problemas para implementar esses passos:

- Falha em fazer a melhor tentativa das 3 alternativas não invasivas
- Manipulação excessiva de VA promovendo inabilidade de entregar oxigênio ao alvéolo
- Falha em realizar VA cirúrgica ou no tempo ideal
- Falhas técnicas na realização da VA cirúrgica por: inexperiência, técnica inapropriada, dificuldade de acesso ao equipamento.

"The Vortex Cognitive Aid"

- Não mais que 3 tentativas em cada zona da técnica de VA não cirúrgica
- Cada tentativa deve ser diferente da anterior

Visão lateral do Vortex com a "Zona Verde"

"The Green Zone"

- Superfície horizontal a qual reforça que se você confirmar a entrega de oxigênio alveolar, não existe necessidade de continuar e sim uma oportunidade de parar e rever suas estratégias.

- A simplicidade do Vortex facilita a visualização e utilização adequada em situações estressantes com VA difícil.

- O médico e o time assistencial precisam estar familiarizados com as técnicas de VA cirúrgica emergencial.

Otimizando a VA não cirúrgica:

1- Manipulações:
     - cabeça e pescoço: "jaw thrust", "sniffing position", altura da mesa e deixar próteses dentárias para facilitar a ventilação com máscara facial.
       - laringe: manobras laríngeas externas
      - dispositivos: máscara facial (a 4 mãos); máscara laringea (girar para inserir ou variar a pressão do balonete"
       - tubo traqueal: rodar (para facilitar a passagem na laringe)

2- Adjuntos: máscara facial (cânula naso/orofaríngea); máscara laríngea (introdutores, bougie, laringoscópio, dedos); tubo traqueal (fio guia, bougie, pinça de Magill)

3-  Tamanho/Tipo: trocar tamanho dos dispositivos e tipos diferentes de lâminas de laringoscópio.

4- Sucção: remover sangue, secreções ou corpos estranhos

5- Tônus da musculatura faríngea: tirar ou deixar o tônus com o uso de bloqueadores neuro-musculares (BNM)? (considerar a situação clínica). 

Auxílio cognitivo do Vortex com as estratégias de otimização.


Quando se escolhem estratégias para otimizar a VA não cirúrgica, deve-se colocar na balança: maximizar oportunidades e atraso desnecessário da próxima intervenção.

Objetivo: todas as tentativas subsequentes de VA não cirúrgica devem ter um objetivo. Para tentar novamente uma VA não cirúrgica, algo deve ser mudado em relação à tentativa anterior. Não tem valor em se repetir a mesma ação e esperar um resultado diferente.

Contexto: Não recomenda-se  tentativas exaustivas das 5 otimizações. Saber o valor de cada estratégia de otimização depende do julgamento clínico do médico.

Estrutura: Colocar as estratégias em categorias permite que elas sejam rapidamente descartadas (após ineficiência).

Limites: Ideal é menos que 3 e no máximo 3 tentativas.

Planejamento: Considerar estratégias de otimização antes da administração de drogas.

Checando a patência da via aérea:
- O termo oxigenação é o ponto crucial para se atingir no manejo de uma via aérea difícil mas, para decisão clínica, o que significa boa oxigenação?
-Clareza: no manejo das vias aéreas, é a oxigenação alveolar o objetivo principal.
-Confirmação da oxigenação alveolar:
1-Ventilação do alvéolo com oxigênio,
2- Insuflação de oxigênio diretamente na traquéia
3- Tendência de aumento da SpO2

A confirmação da ventilação é usada para verificar a patência da VA não invasiva enquanto a confirmação da insuflação é usada para verificar a na VA cirúrgica emergencial.

VA Não Cirúrgica: determina-se a potência da VA através da habilidade de ventilar. O VORTEX não especifica como os clínicos devem verificar a ventilação mas não descarta o importante papel do ETCO2.

VA Cirúrgica EMERGENCIAL: a habilidade de insuflar é confirmada através da habilidade de entregar oxigênio através de um conduite (canal) colocado diretamente na traquéia sem que ocorra enfisema subcutâneo.

Em última análise, a tendência de subida da SaO2 é o objetivo dos clínicos.

Abraços e boa semana,

Daniel Perin





quinta-feira, 28 de maio de 2015

FAÇA PARTE DO CAPÍTULO BRASILEIRO NA "SOCIETY FOR AIRWAY MANAGEMENT" - PASSO-À-PASSO



Caros colegas,

Nós, do CTVA,  acreditamos que a participação na SAM (Society for Airway Management) é muito interessante pois você terá acesso a vídeos, podcasts e ao fórum de discussão com especialistas do mundo inteiro. Além disso, você tem acesso ao contato (email) de todos os associados que pode abrir outras portas. Para aqueles que irão ao WAMM em novembro em Dublin, ser sócio da SAM dá um excelente desconto na inscrição do evento. Residentes pagam somente 25 dólares por ano.

Para associar-se, deve entrar no site samhq.com e seguir os passos: 

1 - Clique no logo:

2 - Clique no “New registration form”

3 - Na parte “new users”, coloque um email de contato pessoal:
4 - Preencha o formulário de dados pessoais.

5 - Na parte do pagamento você tem duas opções: colocar-se como  Paramedic/EMT/Nurse e pagar 50 dólares (sua inscrição será válida por 1 ano) ou colocar Physician Member e pagar 100 dólares (sua inscrição valerá por 2 anos). Isso ocorre porque eles ainda não conseguiram colocar um lugar aonde os médicos estrangeiros paguem metade do valor.

6 - Aperte SUBMIT e a tela de pagamento aparecerá para você. Preencha com os dados do cartão de crédito.

7 - Após aprovado (demora alguns segundos), aparecerá a seguinte tela:




CURSO REGULAR DO CTVA MAIO 2015

Caros colegas,

Estamos muito satisfeitos com o resultado do nosso curso regular em São Paulo. As inscrições esgotaram muito rápido, o publico presente estava muito interessado e a simulação foi uma experiência nova em nosso curso e extremamente proveitosa. Aproveitamos também para agradecer nossos patrocinadores que estreitam sua relação com os interessados em dispositivos de vias aéreas.
Cada dia que passa nos orgulhamos mais dos nossos instrutores. Pessoas capacitadas que fazem o manejo das vias aéreas em seus hospitais de forma consciente.
Que venha o curso de Setembro.

Abraços,

Equipe CTVA

CENÁRIO DE SIMULAÇÃO DE VIA AÉREA DIFÍCIL

ESPAÇO RESERVADO AS EMPRESAS PATROCINADORAS

ALUNOS E INSTRUTORES NO CURSO CTVA MAIO/2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

CURSO CTVA "MOBILE" RIBEIRÃO PRETO ABRIL/2015

Agradecemos a todos os participantes do curso nesse último final de semana em Ribeirão Preto pelo acolhimento e dedicação.  Esse curso contou com a participação de Intensivistas, Anestesiologistas, Clínicos que atendem emergências e Cirurgiões. Todos aqueles que querem oferecer um manejo adequado das vias aéreas aos seus pacientes.
Agradecimento especial ao Dr. Paulo Scordamaglio pela assistência em nosso curso agregando a experiência de um intensivista e broncoscopia n quadro de instrutores do CTVA.

Abraços e boa semana,

Equipe CTVA